PTS - Reflexão 2

No Workshop de Projecto Multidisciplinar 1 de hoje (semana 6), foi-nos proposto pegarmos aleatoriamente num Plano de Trabalhos de Semestre (PTS) de um colega e estudarmos criticamente o mesmo. Deveríamos fazer uma avaliação pessoal deste PTS e, no final, entregar esta avaliação ao colega a quem correspondia o PTS em questão, por forma que este pudesse ter um "feedback" quanto à qualidade essencial da primeira estrutura do seu PTS. Depois foi sugerido que tivéssemos em conta esta avaliação do colega e que fizéssemos uma avaliação crítica à nossa própria primeira versão estrutural do PTS, incidindo em tópicos essenciais propostos na aula, e que a partilhássemos no e-Portfolio.

Este trabalho parte do pressuposto de que a partilha e troca de opiniões são coisas boas, o que é verdade, uma vez que um trabalho em conjunto baseado em mais opiniões que não apenas a nossa , se costuma verificar muito mais produtivo. No entanto, houve alguns imprevistos quando o trabalho foi começado. Acontece que os PTS não estavam em formato ideal para impressão. Isto poderia necessariamente reflectir-se numa crítica negativa ao PTS se o mesmo fosse uma ferramenta fixa e imutável, que não pressupusesse uma constante actualização e rectificação. Mas isto não é verdade, pelo que não faz sentido assumir-se que o formato optimizado de utilização do PTS seja em papel. Desta forma, o melhor formato de consulta e manuseamento do PTS é no seu ambiente de criação, nomeadamente, no Excel. Aqui devem-se continuar a ter em conta alguns factores de apresentação, claro, como a facilidade de consulta das tabelas mensais, um bom grafismo, e outros factores de que falarei adiante, mas não tem necessariamente de ser compatível com impressão em papel. Podem-se, por exemplo, numa "folha", colocar diferentes tabelas espalhadas livremente, até com algum grande espaçamento entre si, desde que não haja necessidade em altura alguma de as ter juntas para consulta em simultâneo, e desde que colocados atalhos ("links") que facilitem o direccionamento rápido para as mesmas. Podem-se também criar tabelas relativamente grandes (desde que não grandes demais), uma vez que se pode jogar com o zoom, e pode-se assim conjugar uma boa visualização do PTS. Uma vez que o PTS nos é sugerido como uma ferramenta que nos visa ajudar a organizar o estudo e promover um melhor desempenho académico (e posteriormente profissional), cada um deve utilizá-lo no formato que achar mais conveniente e mais eficiente, que eu, pessoalmente, considero ser o formato digital. No formato digital podem-se colocar todos estes tipos de atalhos sugeridos, separar os meses em folhas diferentes, colocar uma ordem cronológica de todos os eventos futuros também numa folha à parte, criar legendas separadas das planificações mensais, por forma a não ficar tão confuso, por excesso de informação, etc.

Uma boa maneira de resolver este conflito seria, nas aulas em que se achasse pertinente, haver uma troca de opiniões e avaliações conjuntas de Planos de Trabalhos de Semestre, sugerir que quem tivesse este trabalho em formato digital, e considerasse que a sua essência seria perdida na impressão, levasse o devido trabalho no seu computador portátil para as aulas em questão, permitindo assim avaliá-lo no formato considerado óptimo, caso o aluno assim o ache.

Isto dito, tenho a relatar que o colega que analisou o meu PTS fez a análise baseada apenas nas reflexões Inicial e Mensais, que foi o que saiu impresso, por se encontrar na 1ª folha do documento. Na 2ª e seguintes folhas é que se encontrava toda a estrutura semanal e mensal. Assim, por analogia, não tem validade a avaliação do colega, que julgou todo o meu PTS ser apenas aquelas reflexões, dizendo, essencial e resumidamente:
"O PTS do João Pedro contempla as actividades a fazer de uma forma explicativa e bastante organizada, mas é um plano demasiado textual, e de mais difícil ajuste em caso de imprevistos que possam acontecer. Na apresentação, o facto de ser um plano unicamente textual torna-o bastante legível, mas no que toca à impressão houve de facto problemas, pois as frases estão cortadas e acabam somente na folha seguinte, o que dificulta a sua consulta."
Creio que não são necessários adicionais comentários a esta avaliação do colega, que é uma boa avaliação, claro, face aos dados que lhe foram apresentados, no entanto pouco realista face ao total conjunto de elementos do meu PTS, que não lhe foi disponibilizado. A secção que o colega avaliou como sendo o meu PTS deve representar aproximadamente (estimativa pessoal) apenas cerca de 15% do total do PTS. Assim sendo, irei somente apresentar a minha apreciação crítica quanto ao meu Plano de Trabalhos de Semestre, desprezando possíveis apreciações mais detalhadas aos comentários fornecidos pelo colega.

O meu PTS contempla todas as actividades lectivas que nos foram dadas a conhecer até à data. Contempla ainda algumas actividades extra-curriculares, não contemplando todas as que tenciono vir a realizar ao longo do semestre, uma vez que ainda estou em fase de pesquisa de possíveis actividades mais que tenderei a realizar. Tive ainda em conta os momentos de avaliação, mas principalmente o 1º momento de avaliação, uma vez que futuras organizações de tempo de estudo terão como base o desempenho nesta primeira fase. Assim, não me quis adiantar e inventar uma planificação de estudo pressuposta. Preferi esperar e ser mais concreto após os resultados da primeira fase de avaliação do 1º semestre. A estrutura actual do PTS permite ajustes em caso de imprevistos, e de uma maneira bastante fácil. Basta seleccionar a tabela pretendida, alterar as células respectivas, carregar no "link" que me leva à análise desse mês e escrever lá a alteração realizada, para futuras apreciações e análises. Creio que a distribuição do tempo é adequada para esta primeira fase. Talvez devesse, no entanto, ter contemplado já alguma planificação do tempo prevista para meses posteriores. Não o fiz pelos motivos já enunciados, mas talvez não tivesse sido má ideia preencher apenas alguns momentos cruciais, sendo que depois os poderia alterar.
As prioridades encontram-se estabelecidas. Atribuí a todos os momentos de avaliação, como entregas de trabalhos, realização de testes "on-line" e testes presenciais, uma cor que sobressai das outras (laranja forte), por forma a conseguir facilmente identificar períodos mais intensos e de maior prioridade às actividades lectivas.

Quanto à apresentação o PTS é relativamente legível. Talvez uma ligeira alteração na secção de reflexões e análises por o texto se encontrar demasiado estendido na horizontal, mas de resto, pessoalmente, e correndo o risco de ter uma opinião viciada por ter criado eu o PTS em análise, creio que está bem apresentado e num suporte de fácil leitura.
Já respectivamente à sua manuseabilidade, creio que é facilmente manuseável, desde que, claro, seja utilizado no ambiente que considero o ambiente óptimo referente à sua utilização, o Excel. Não permite ser impresso de uma forma eficaz, mas não creio que isso seja uma prioridade, visto que se alterasse a sua forma, não me ia ser de tão fácil utilização (como já explicado anteriormente). Se fosse alterar o PTS visando melhorar a respectiva leitura quando impresso, perderia toda a sua utilidade, pois em prol desta melhoria gráfica em ambiente "papel", perderia a minha actual facilidade em gerir esta ferramenta cujo âmbito é a minha organização do tempo e trabalhos.

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