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PTS - Reflexão 3 & Final

Tendo sido hoje o prazo limite para entrega da terceira e última versão do Plano de Trabalhos de Semestre, considerei esta a altura mais pertinente para publicar uma reflexão final acerca do desenvolvimento deste mesmo trabalho.
As conclusões que posso tirar da realização da tarefa proposta em questão não fogem muito àquilo que tinha sido inicialmente previsto nas minhas reflexões iniciais, o que denota uma eficiente transmissão do que viria a ser a tarefa, por parte da equipa docente.
Nalgumas fases da sua construção, o PTS revelou-se um desafio face ao qual tive de me tornar um adversário à altura. Nas primeiras semanas não foi complicado gerir de forma eficaz todas as actividades, uma vez que a carga de testes e demais elementos de avaliação não era muito elevada. No entanto, à medida que os trabalhos foram aumentado, a par com um aumento significativo nas actividades extra-curriculares como palestras na Universidade, treinos pela equipa de Basquetebol da FEG.Católica, entre outras, foi necessário repensar a estratégia que estava a utilizar na organização do meu PTS.
Pode-se dizer que o Semestre me correu relativamente bem. E se assim o foi, devo praticamente todas as partes positivas do mesmo ao PTS. Mesmo antes de nos ser proposto desenvolver o PTS, eu já tinha uma das portas do meu armário coberta de papéis na sua quase totalidade. Estes papéis continham nada mais nada menos que as principais datas de que já tinha informação, relativamente a testes, entregas de trabalhos, sessões e apresentações diversas. Agora que me recordo deste meu plano inicial, devo dizer que apesar de o continuar a considerar bastante interessante, não teria sido nada prático, de todo, continuar a usá-lo. É uma ferramenta pouco flexível, se é que se pode considerar esta acção elementar como uma ferramenta sequer. Já o PTS revelou-se bastante flexível e fácil de manusear. Quer dizer, sim, é verdade que tive de despender de algum tempo por forma a conseguir criar o seu formato inicial. Bem como algum tempo também teve de lhe ser dedicado na actualização e acompanhamento regular. Mas ainda assim, tudo não passou de um (bom) investimento em prol de uma recompensa tão maior.
Ao longo da minha utilização do PTS, tive de fazer diversos ajustes, e fui tomando nota dos ajustes numa secção que dediquei à análise mensal de actividades no PTS. Desta forma, podia facilmente registar as mudanças que fiz para, por qualquer motivo que pudesse necessitar de tal coisa, eventualmente ver a analisar que tipos de mudanças ocorreram mais frequentemente e como podia organizar as minhas actividades de uma forma mais previsível. A fase intermédia do PTS foi a pior. Estive uns tempos menos cuidadoso e deixei de me preocupar tanto em o manter devidamente cuidado e renovado. Acontece que, por estranho que possa parecer a uns, e ainda previsível a outros, verifiquei de facto um decréscimo no meu desempenho geral. Comecei a não levar tão a sério horas de estudo, porque afinal, não estavam escritas em lado nenhum, e dei por mim a ter um rendimento bastante abaixo do que quereria. Felizmente dei rapidamente conta do sucedido e retomei de imediato o uso sistémico do PTS. Acabei por voltar aos conformes, cumprindo as datas impostas e não tendo percalços graves.
Generalizando, então, a experiência que tirei da construção do PTS foi bastante positiva. A noção da importância do tempo e de quão pouco do mesmo dispomos ganhou uma proporção bastante maior a na minha capacidade de organização. Para o final do semestre já tentava aproveitar todos os tempos livres que tinha de uma maneira que no início não me lembraria sequer. Eu apenas fazia tenção de criar uma espécie de agenda visual para ter ideia de quando teria prazos limites. Mas todo o processo quer de estudo para um teste, quer de elaboração de um trabalho, são o factor mais importante para o bom rendimento. E uma boa organização destes processos é uma vantagem imensa, e é competência que considero ter agora desenvolvida.
Fui-me vendo "forçado" a arranjar soluções para sobreposições de tarefas, piores rendimentos em alguns trabalhos, mudanças abruptas e em cima da hora de algum evento, entre outros. Fui capaz de lidar com todas estas variáveis de uma forma relativamente calma por conseguir ver todo o plano geral do semestre, e como tudo se encaixava, podendo reorganizar o meu plano de trabalhos conforme mais me convinha. Sem um PTS acredito que a vida universitária no primeiro semestre tinha sido mais complicada e um pouco caótica. A cada imprevisto que aparecesse eu iria ficar severamente desorientado.
Concluindo, e para não me estender demasiado como tem sido prática frequente da minha parte, posso dizer que todo o tempo investido no PTS, na minha modesta opinião, teve retorno mais que significativo. De agora em diante sinto-me relativamente o mesmo, mas com um grande valor acrescentado que é o da valorização da importância da organização do tempo tanto a nível académico como a nível pessoal, e como esta organização, bem ou mal feita, pode influenciar directamente todo o nosso empenho.
PTS - Reflexão 2

No Workshop de Projecto Multidisciplinar 1 de hoje (semana 6), foi-nos proposto pegarmos aleatoriamente num Plano de Trabalhos de Semestre (PTS) de um colega e estudarmos criticamente o mesmo. Deveríamos fazer uma avaliação pessoal deste PTS e, no final, entregar esta avaliação ao colega a quem correspondia o PTS em questão, por forma que este pudesse ter um "feedback" quanto à qualidade essencial da primeira estrutura do seu PTS. Depois foi sugerido que tivéssemos em conta esta avaliação do colega e que fizéssemos uma avaliação crítica à nossa própria primeira versão estrutural do PTS, incidindo em tópicos essenciais propostos na aula, e que a partilhássemos no e-Portfolio.
Este trabalho parte do pressuposto de que a partilha e troca de opiniões são coisas boas, o que é verdade, uma vez que um trabalho em conjunto baseado em mais opiniões que não apenas a nossa , se costuma verificar muito mais produtivo. No entanto, houve alguns imprevistos quando o trabalho foi começado. Acontece que os PTS não estavam em formato ideal para impressão. Isto poderia necessariamente reflectir-se numa crítica negativa ao PTS se o mesmo fosse uma ferramenta fixa e imutável, que não pressupusesse uma constante actualização e rectificação. Mas isto não é verdade, pelo que não faz sentido assumir-se que o formato optimizado de utilização do PTS seja em papel. Desta forma, o melhor formato de consulta e manuseamento do PTS é no seu ambiente de criação, nomeadamente, no Excel. Aqui devem-se continuar a ter em conta alguns factores de apresentação, claro, como a facilidade de consulta das tabelas mensais, um bom grafismo, e outros factores de que falarei adiante, mas não tem necessariamente de ser compatível com impressão em papel. Podem-se, por exemplo, numa "folha", colocar diferentes tabelas espalhadas livremente, até com algum grande espaçamento entre si, desde que não haja necessidade em altura alguma de as ter juntas para consulta em simultâneo, e desde que colocados atalhos ("links") que facilitem o direccionamento rápido para as mesmas. Podem-se também criar tabelas relativamente grandes (desde que não grandes demais), uma vez que se pode jogar com o zoom, e pode-se assim conjugar uma boa visualização do PTS. Uma vez que o PTS nos é sugerido como uma ferramenta que nos visa ajudar a organizar o estudo e promover um melhor desempenho académico (e posteriormente profissional), cada um deve utilizá-lo no formato que achar mais conveniente e mais eficiente, que eu, pessoalmente, considero ser o formato digital. No formato digital podem-se colocar todos estes tipos de atalhos sugeridos, separar os meses em folhas diferentes, colocar uma ordem cronológica de todos os eventos futuros também numa folha à parte, criar legendas separadas das planificações mensais, por forma a não ficar tão confuso, por excesso de informação, etc.
Uma boa maneira de resolver este conflito seria, nas aulas em que se achasse pertinente, haver uma troca de opiniões e avaliações conjuntas de Planos de Trabalhos de Semestre, sugerir que quem tivesse este trabalho em formato digital, e considerasse que a sua essência seria perdida na impressão, levasse o devido trabalho no seu computador portátil para as aulas em questão, permitindo assim avaliá-lo no formato considerado óptimo, caso o aluno assim o ache.
Isto dito, tenho a relatar que o colega que analisou o meu PTS fez a análise baseada apenas nas reflexões Inicial e Mensais, que foi o que saiu impresso, por se encontrar na 1ª folha do documento. Na 2ª e seguintes folhas é que se encontrava toda a estrutura semanal e mensal. Assim, por analogia, não tem validade a avaliação do colega, que julgou todo o meu PTS ser apenas aquelas reflexões, dizendo, essencial e resumidamente:
"O PTS do João Pedro contempla as actividades a fazer de uma forma explicativa e bastante organizada, mas é um plano demasiado textual, e de mais difícil ajuste em caso de imprevistos que possam acontecer. Na apresentação, o facto de ser um plano unicamente textual torna-o bastante legível, mas no que toca à impressão houve de facto problemas, pois as frases estão cortadas e acabam somente na folha seguinte, o que dificulta a sua consulta."Creio que não são necessários adicionais comentários a esta avaliação do colega, que é uma boa avaliação, claro, face aos dados que lhe foram apresentados, no entanto pouco realista face ao total conjunto de elementos do meu PTS, que não lhe foi disponibilizado. A secção que o colega avaliou como sendo o meu PTS deve representar aproximadamente (estimativa pessoal) apenas cerca de 15% do total do PTS. Assim sendo, irei somente apresentar a minha apreciação crítica quanto ao meu Plano de Trabalhos de Semestre, desprezando possíveis apreciações mais detalhadas aos comentários fornecidos pelo colega.
O meu PTS contempla todas as actividades lectivas que nos foram dadas a conhecer até à data. Contempla ainda algumas actividades extra-curriculares, não contemplando todas as que tenciono vir a realizar ao longo do semestre, uma vez que ainda estou em fase de pesquisa de possíveis actividades mais que tenderei a realizar. Tive ainda em conta os momentos de avaliação, mas principalmente o 1º momento de avaliação, uma vez que futuras organizações de tempo de estudo terão como base o desempenho nesta primeira fase. Assim, não me quis adiantar e inventar uma planificação de estudo pressuposta. Preferi esperar e ser mais concreto após os resultados da primeira fase de avaliação do 1º semestre. A estrutura actual do PTS permite ajustes em caso de imprevistos, e de uma maneira bastante fácil. Basta seleccionar a tabela pretendida, alterar as células respectivas, carregar no "link" que me leva à análise desse mês e escrever lá a alteração realizada, para futuras apreciações e análises. Creio que a distribuição do tempo é adequada para esta primeira fase. Talvez devesse, no entanto, ter contemplado já alguma planificação do tempo prevista para meses posteriores. Não o fiz pelos motivos já enunciados, mas talvez não tivesse sido má ideia preencher apenas alguns momentos cruciais, sendo que depois os poderia alterar.
As prioridades encontram-se estabelecidas. Atribuí a todos os momentos de avaliação, como entregas de trabalhos, realização de testes "on-line" e testes presenciais, uma cor que sobressai das outras (laranja forte), por forma a conseguir facilmente identificar períodos mais intensos e de maior prioridade às actividades lectivas.
Quanto à apresentação o PTS é relativamente legível. Talvez uma ligeira alteração na secção de reflexões e análises por o texto se encontrar demasiado estendido na horizontal, mas de resto, pessoalmente, e correndo o risco de ter uma opinião viciada por ter criado eu o PTS em análise, creio que está bem apresentado e num suporte de fácil leitura.
Já respectivamente à sua manuseabilidade, creio que é facilmente manuseável, desde que, claro, seja utilizado no ambiente que considero o ambiente óptimo referente à sua utilização, o Excel. Não permite ser impresso de uma forma eficaz, mas não creio que isso seja uma prioridade, visto que se alterasse a sua forma, não me ia ser de tão fácil utilização (como já explicado anteriormente). Se fosse alterar o PTS visando melhorar a respectiva leitura quando impresso, perderia toda a sua utilidade, pois em prol desta melhoria gráfica em ambiente "papel", perderia a minha actual facilidade em gerir esta ferramenta cujo âmbito é a minha organização do tempo e trabalhos.
PTS - Reflexão 1

Nas primeiras aulas da disciplina em que foi abordado o Plano de Trabalhos de Semestre, muitos alunos (inclusive eu) reagiram um tanto descontraída e despreocupadamente. Afinal, não é mais do que construir um horário, coisa a que estamos habituados desde o primeiro ciclo de escolaridade. Ou será? Ora, à medida que o conteúdo a ser integrado no Plano de Trabalhos de Semestre foi sendo divulgado, comecei a pensar que este horário seria algo mais complexo. Não seria um horário para saber quantas horas estaria na escola sem poder jogar Playstation (à semelhança do 4º ano), mas sim, um horário onde viria especificar tudo o que faço de forma a ter um panorama geral de todos os momentos de testes e entregas de trabalhos, de forma a conseguir organizar o tempo de maneira mais eficiente e atingir assim resultados mais eficazes. Quando tomei consciência disto, deitei mãos à obra e comecei a escrever todas as datas relevantes, anotar semanas mais intensas, etc; e passei tudo para o PTS (Plano de Trabalhos de Semestre). Comecei logo a registar diferentes actividades e ocorrências que precisavam de ser alteradas, por serem incompatíveis com um bom rendimento, pontos que não teria identificado se não tivesse a ajuda cronológica e gráfica do PTS.
Quanto aos meus objectivos, durante este primeiro semestre, gostava de atingir uma média acima de quinze valores. Sei que será algo difícil de alcançar, mas, por isso mesmo, o PTS servirá a sua função desejada. Identifiquei as disciplinas que me poderão apresentar maiores desafios (nomeadamente a Matemática e a Microeconomia) e priorizei-as para as minhas horas de estudo nas quais sei que tenho maior rendimento, bem como as dotei de uma carga horária de estudo superior a outras (excepto em semanas em que outras possam apresentar maior carga de trabalhos e/ou avaliações sob forma de testes, por exemplo). Deste modo, creio que será possível aproximar-me dos objectivos estipulados.
Obviamente que surgirão (e já surgiram) dificuldades e imprevistos na realização de um PTS, tais como trabalhos extra que serão divulgados com menor antecedência; doenças que poderão resultar em faltas a aulas e respectivo esforço para acompanhar quanto antes a matéria perdida; algum resultado em avaliações abaixo das expectativas, que leve a uma necessidade de reestruturação das horas de estudo; disponibilidade de colegas na organização de trabalhos de grupo; ... Aqui terão de entrar ajustes ao PTS, que deverão ser contínuos, bem como efectuados quanto antes. Por exemplo, com o pouco tempo livre que tenho em semanas de avaliações, tenho de suspender certas actividades. No caso da semana anterior (semana 5), tinha planeado retomar os treinos de basquetebol, numa nova equipa. No entanto, vim a reparar, quando a ajustar as horas de estudo da semana (sendo uma semana de avaliações), que não seria a melhor altura para fazer tal coisa, pelo que adiei este regresso para a semana seguinte. Também para este fim-de-semana que passou tinha planeado ir à caça durante o fim-de-semana todo, com o meu tio, mas uma vez que, dadas as disponibilidades dos restantes elementos do grupo de S.I.T. (cujo trabalho tínhamos de entregar até 2ª Feira), não permitiram avançar, até 6ª Feira, significativamente no trabalho, tive de abdicar da caça, para levar a cabo o trabalho. Haverão também testes cujo dia e hora exactos ainda não foram divulgados, pelo que apenas poderei assinalar nessa semana que terei um dado teste, ajustando posteriormente o dia e hora, quando apresentados dados mais concretos. Estas são apenas algumas tácticas que consigo prever, a título de exemplo, como demonstração da minha estratégia de gestão de imprevistos e dificuldades a efectuar de forma contínua e maximizadora do rendimento académico.
À posteriori irão sendo feitas análises, idealmente semanais, do funcionamento do PTS, e feitas ainda, também, alterações pertinentes, sendo ainda acompanhadas de reflexões regulares quanto à proximidade, ou não, dos resultados e desempenhos correntes com os meus objectivos.